Carol

Viajante insaciável, sempre em busca de uma promoção ou imaginando novas aventuras!

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  • Carol Dalto

PETRA, Jordânia: Uma das novas maravilhas do mundo


Neste post vou contar um pouco como foi conhecer Petra, uma das novas maravilhas do mundo moderno e porquê eu acho que o bate e volta não vale a pena.

Aproveitamos que iríamos a Petra e estendemos nossa viagem até o Wadi Rum.



SOBRE A JORDÂNIA


A Jordânia é um país do Sudoeste Asiático, localizado na margem leste do Rio Jordão. Sua capital é Amã e Abdulá II é seu rei desde 1999. Entre os países do Oriente Médio, é um dos mais conciliadores, moderados e abertos ao turismo, sendo Petra o seu principal cartão postal.



COMO CHEGAMOS


Chegamos ao país voando até Tel Aviv, e de Jerusalém alugamos um carro até a fronteira Yitzhak Rabin Border Crossing”, cujas cidades mais próximas são Eilat em Israel e Aqaba na Jordânia.

Até a fronteira foram aproximadamente 3h30min de carro, em uma estrada muito boa e com o Mar Morto margeando nosso caminho na maior parte do tempo.


Os carros alugados em Israel não podem cruzar a fronteira com a Jordânia, então uma opção é deixa-lo em um estacionamento próximo (quando digo próximo quero dizer colado) na fronteira do lado Israelense e de lá cruzar a fronteira pé. O estacionamento é GRÁTIS! Optamos por fazer isso ao invés de devolver o carro em Eilat, pois somando os custos de deslocamento do aluguel do carro versus os dias que deixaríamos o carro parado (com diária rodando) no estacionamento, essa segunda opção se mostrou mais vantajosa economicamente.

Outras opções de chegar até Eilat: avião saindo de Tel Aviv, transfer, ônibus, voando até Amã...

O nosso grupo queria ter mais flexibilidade em relação a horários e deslocamentos, então para mim alugar um carro acaba sendo sempre a melhor opção.



CRUZANDO A FRONTEIRA


Há três fronteiras entre Israel e Jordânia:


-Ponte Allenby/Rei Hussein: há 57 km de Amã – segundo informações do Visit Jordan, o visto deve ser obtido com antecedência, pois não é possível obtê-lo na fronteira.

-Fronteira Sheikh Hussein/Fronteira Norte: há 90 km de Amã

-Fronteira Araba/Crossing (Yitzhak Rabin Border Crossing): 324 km de Amã e liga as duas estâncias do Mar Vermelho – Aqaba e Eilat.


Cheque o site do Visit Jordan para mais informações inclusive sobre horários de funcionamento de cada fronteira.

Como mencionei no tópico anterior, cruzamos a fronteira a pé, com nossas malas, e não tivemos problemas.

Saindo do lado israelense eles entregam um outro papel (também não carimbam o passaporte), e é necessário pagar uma taxa (não me lembro o valor... #blogueirafail). Já do lado jordaniano como nossa programação envolvia Wadi Rum e Petra compramos o Jordan Pass que também dá direito a entrada sem taxas no país se o visitante permanecer nele por mais de 3 noites. Sendo assim acabamos não pagando a taxa de imigração na Jordânia. Mas para aqueles que fazem bate e volta ou não vão dormir por tantas noites no país, é necessário pagar essa taxa de imigração.


Ao cruzar a fronteira há um local bem próximo com vários táxis e uma tabela com os preços da corrida que variam conforme o destino. Nesse caso íamos para Aqaba, e a corrida saiu por 27 JOD. – Trocamos um pouco de dinheiro na própria fronteira do lado Israelense, o próprio atendente perguntou se iríamos querer fazer o câmbio.


Uma pausa para eu contar sobre o táxi. Havia no local vários carros ok, mas sério, nunca havia pego um táxi desse jeito. O motorista falava um inglês bem mais ou menos. Fizeram uma gambiarra para o porta malas fechar - vulgo amarraram mesmo - e não tinha ar condicionado em um calor de aproximadamente 45 graus Celsius (não sei se a temperatura era essa mesmo, mas era a sensação que eu tinha). Fomos o caminho todo nos divertindo com toda a situação. O motorista nos deixou no Hotel e não tivemos problemas.



Tabela preços dos táxis na fronteira Jordânia - Israel


AQABA


Aqaba é uma cidade costeira do extremo sul da Jordânia. Fica as margens do Mar Vermelho, é o único porto marítimo do país.

No nosso planejamento como teríamos viajado o dia todo, optamos por uma parada estratégica para recuperar as energias, tomar um banho de mar e se preparar para o restante da viagem. A princípio ficaríamos em Eilat, porém quando começamos a pesquisar achamos os hotéis de Aqaba mais bonitos e com uma tarifa bem inferior e foi ela que escolhemos para a nossa “pausa”.


Para quem deseja seguir viagem, acredito que com mais 1h30 ou 2h00 de viagem já é possível chegar a Petra e Wadi Rum. Inclusive os táxis têm tarifas pré-estabelecidas para esses destinos naquela tabela que eu mencionei.


Em Aqaba nos hospedaríamos no Al Manara – Luxury Collection Hotel, porém há quatro dias da nossa chegada nossa reserva foi cancelada pois o Hotel estava passando por reformas. Eles foram super solícitos nos dando a opção de reacomodação em outros dois hotéis a nossa escolha. Porém como ainda era cancelamento grátis, optamos por cancelar e fazer uma nova reserva já que a tarifa sairia mais barata. Ficamos então no Intercontinental Aqaba. Era um hotel bem grande, pé na areia e pelo o preço que pagamos achamos um bom custo benefício, mas ele não tem o charme e o clima árabe como o Al Manara.

Estava um calor absurdo, então aproveitamos o restante do dia para curtir um mergulho no Mar Vermelho (delícia de água).


No dia seguinte levantamos cedo, tomamos café, fizemos check oute pegamos nosso outro carro alugado para chegarmos até Wadi Musa, a cidade que abriga Petra.

Alugamos o carro pela Budget via Rental Cars, e foram levar o carro até o nosso hotel, o que foi muito prático.


Mergulho no Mar Vermelho, e ao fundo nosso hotel em Aqaba. - Foto: Carol Dalto


WADI MUSA – PETRA


Chegamos a Wadi Musa no início da tarde, e de Aqaba até lá foram aproximadamente 2h00 de viagem.

As estradas na Jordânia são boas e não tivemos nenhum problema em todo o percurso.

Queríamos conhecer Petra com calma, sem pressa, no nosso ritmo e ir ao Petra By Night, dessa forma decidimos nos hospedar 2 noites na cidade.

No nosso Jordan Passestava incluso um dia de visitação à Petra (você pode escolher na hora da compra quantos dias deseja visitar), porém não está incluso o Petra By Night – 17JD por pessoa.



ONDE FICAMOS?


Em Wadi Musa nos hospedamos no Mövenpick Resort, um hotel lindo em estilo árabe que fica localizado em frente (só atravessar a rua), do portão de entrada para Petra.

Foi um dos hotéis que mais gostamos de ficar na viagem. O café da manhã era uma delícia, e no rooftop há um restaurante charmoso e muito agradável para jantar.






PETRA


Rodrigo era alucinado por conhecer Petra, na verdade ele tem o sonho de conhecer todas as Sete Maravilhas do Mundo, e acabei tomando esse sonho para mim também.

Em vários relatos que li em blogs de viagem ou fóruns de viajantes algumas pessoas descreviam a emoção de chegar cara a cara com o The Treasury – Al Khazneh (O Tesouro), e posso dizer que senti a mesma coisa!


Para quem não sabe Petra é uma cidade histórica e arqueológica que é famosa por sua arquitetura toda esculpida em rocha e por seu sistema de canalização de água. Outro nome para Petra é Cidade Rosa, devido à cor das pedras do local. Eram os Nabateus que a habitavam próximo do ano de 312 a.C. Ela é Patrimônio Mundial da Unesco, e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.


O The Treasury, que é a imagem que mais nos vem a cabeça quando pensamos em Petra na verdade é uma tumba escavada na face de um penhasco, e a primeira construção que se vê ao chegar à cidade. Porém do Visitor Center até ela propriamente dita, você tem que percorrer a pé (ou em cavalos e carroças – pagos a parte) um caminho de aproximadamente 2,3 km, parte dele entre as pedras.


Siq - Um caminho entre as pedras para se chegar até Petra - Foto: Carol Dalto


Final do Siq e a primeira visão do The Treasury - Foto: Carol Dalto

Agora já imaginou percorrer todo esse caminho iluminado por pequenas velas a noite e chegar ao The Treasury todo iluminado por velas?! Isso é o Petra By Night. Ele acontece apenas alguns dias na semana. O ingresso é vendido à parte, e as 20h00 todos se encontram na entrada para irem juntos percorrendo esse caminho. Nesse dia estávamos com as expectativas lá no alto e a sensação que tivemos ao chegar cara a cara com a cidade foi quase surreal. Já de frente para O Tesouro nos sentamos em tapetes no chão, eles servem um chá e há uma apresentação musical (meia boca diga-se de passagem). Em um dado momento ele pede para que todos fechem os olhos, e quando abrimos O Tesouro se apresenta todo iluminado para nós!



Petra By Night - Foto: Carol Dalto

Eu adorei a experiência, principalmente porque é um momento de você admirar O Tesouro sem pessoas, carroças ou vendedores passando à sua frente.


No dia seguinte levantamos cedo e começamos a nossa aventura pela cidade.

O dia em que fomos estava muito quente e seco, e em Petra não tem muitos locais de sombra, por isso eu estava preocupada com a roupa que iria, em me hidratar e em não ter uma insolação (dermatologista né?!). A dica é se proteger, filtro solar, e muita água. Levei umas barrinhas de cereal para não sentir tanta fome ao longo do dia.

Fizemos novamente todo o percurso até O Tesouro, dessa vez à luz do dia, e de lá partimos para o Monastério, um local que Rodrigo queria muito ir.


Porém chegar até o Monastério não é uma tarefa tão simples. São mais ou menos 4km andando até os pés de uma escadaria, e a partir daí aproximadamente 800 degraus até finalmente nos depararmos com o Monastério. Achei que não fosse conseguir, mas liguei um motorzinho na minha cabeça e fui indo sem pensar muito, e posso dizer que valeu a pena!!! Diferente do Tesouro, o Monastério é um lugar lindo e vazio, em que você consegue sentar para admirá-lo sem ninguém para te importunar.






O Monastério - Foto: Carol Dalto

Confesso que além do Monastério e das construções localizadas no caminho até ele, não visitamos outros locais. Nesse dia andamos 14km (segundo Apple Watch) e no final eu já estava extremamente cansada, com fome, o tênis incomodando... Para quem deseja conhecer tudo, eu acho que 2 dias visitando a cidade seja o ideal.


E Petra durante o dia tem outra vibe da noite. São charretes, burros, crianças oferecendo produtos, cocô de animais... Não que isso tire a magia e a beleza do lugar, mas praqueles turistas mais chatos que acham defeito em tudo pode incomodar.


E por quê não fazer bate e volta?

Porque gente, Petra é gigantesca! Passamos um dia todo lá e não conseguimos visitar várias partes. Um bate e volta vai te limitar muito mais.


Mapa de Petra. Vejam quanta coisa a se visitar. Andamos do 1 até o 24 (Monastério - A'Deir).

Pense comigo: sair de Eilat (Israel), cruzar a fronteira e chegar até Wadi Musa (Jordânia) vai te tomar pelo menos umas 3 horas na melhor das hipóteses, então ou você terá que madrugar, ou chegará na cidade já próximo do almoço, com pouco tempo para visitá-la. Agora se seu desejo é apenas ver o The Treasury, então vai com fé que o tempo é mais que suficiente.



DICAS SOBRE PETRA


-Cheque as temperaturas da época do ano em que irá.

Fomos em um dia muito quente, seco e de céu azul. Por conta disso ficamos de olho na hidratação. Já levamos garrafa de água, porém dentro do parque tem várias barraquinhas vendendo, a maioria em temperatura ambiente. Na escadaria para o Monastério encontramos a melhor barraca de todas que vendia garrafas de 1,5L de água congelada. A melhor ideia, visto que a água vai derretendo e fica geladinha por muito tempo (#empreendedorismo).


-Roupas leves e proteção solar.

-Leve lanchinhos.

Tem alguns restaurantes e lanchonetes no caminho, porém os lanches te poupam tempo.

-Aproveite todos os banheiros pelo caminho.

-Cuidado com as charretes e burros.

Parece besteira, mas eles passam tão correndo por você que em vários momentos achei que fosse ser atropelada.




E a Jordânia ainda não acabou!!!

Nosso próximo destino foi o Wadi Rum! Aguarde!

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